Me Livrando 21: As Aventuras do Caça-Feitiço #2 - A Maldição

Postado por - sexta-feira, julho 03, 2015

     Entãão, hoje trago pra vocês a resenha do segundo livro de uma das minhas séries favoritas. Sim, estou falando de As Aventuras do Caça-Feitiço e mais especificamente, do meu volume favorito até agora. Eu conheci em 2011 e foi paixão à primeira vista. Apaixonem-se vocês também!


A Maldição, de Joseph Delaney, é o segundo livro de As Aventuras do Caça-Feitiço, do autor Joseph Delaney e foi publicado aqui no Brasil em 2013 pela Bertrand Brasil. A tradução é de Lia Wyler e tem 288 páginas. Compare os preços aqui; saiba mais aqui. Encontre-o: Skoob || Orelha de Livro || Goodreads.




           Depois de O Aprendizestamos agora em A Maldição. O primeiro capítulo do segundo livro tem início com Thomas Ward colocando em prática o assunto principal de seus estudos em O Aprendiz: como amarrar ogros. É uma missão para pôr a prova tudo que ele aprendeu, pois John Gregory (o caça-feitiço) está de cama em Chipenden e Tom está sozinho. O ogro em questão é o mais perigoso, um estripa-reses que adquiriu gosto por sangue humano. O sangue, aliás, pertence ao padre Gregory (o mesmo que vimos brevemente no livro anterior: irmão do caça-feitiço – e eles não se falam há quarenta anos). Então, sem supervisão de seu mestre, Tom tem de prender o tipo de ogro mais letal numa cova. E, claro, ele consegue.


           Infelizmente o padre Gregory não resiste por conta do choque. É isso que leva Tom e o Caça-Feitiço, dias depois, a Priestown. Todos os padres são enterrados ali, não importa de que lugar do Condado sejam. Pisar na cidade é extremamente arriscado para um caça-feitiço, mas o Sr. Gregory vai adiante e leva Tom a tiracolo. Eles não podem ser vistos juntos, veja bem, pois alguns conhecem o Caça-Feitiço e isso colocaria seu aprendiz em risco. Então logo os dois se separam, evitando dormir no mesmo local. O que não imaginavam era terem escolhido o pior momento para ir a Priestown, pois o Inquisidor está na cidade.
           O Inquisidor odeia qualquer ofício que acredite compactuar com as trevas, assim como feiticeiras e bruxas. Tom logo descobre que Alice está em poder dele (a tia da garota com a qual ela havia sido deixada foi morta pelo Inquisidor), e não tarda para que o Sr. Gregory seja capturado. Tom também acaba nas garras dos padres, mas com a ajuda do irmão Peter consegue fugir e encontrar com Andrew Gregory, serralheiro de Priestown e irmão do Caça-Feitiço. Conclusão: a situação na cidade está caótica, a maioria das pessoas presas não são realmente uma ameaça e devem ser libertadas, os padres estão sendo corrompidos e tudo isso é culpa do Flagelo.
           Mas quem é o Flagelo? Um dia foi um deus, mas na verdade é um espírito maléfico (a imagem ao lado foi a única que consegui encontrar dele). Há muito tempo foi adorado pelo Povo Pequeno, os segantii, até começar suas crueldades. O Rei deles, Heys, foi obrigado a entregar cada um de seus sete filhos em sacrifício ao Flagelo como “tributo”, um filho por ano. Até que o mais novo e último a ser entregue conseguiu prender o demônio nas catacumbas, selando sua saída com um portão de prata. O caçula de Heys, no entanto, não conseguiu ser totalmente cruel: disse que Flagelo poderia até sair de lá uma vez, mas que se voltasse a ser preso seria para sempre. “Ah, então é só prendê-lo de novo, certo?” Não é tão simples! Mesmo preso ele consegue entrar na mente das pessoas e convencê-las inclusive a oferecer o próprio sangue através das grades do portão. Não, ficar preso não basta: Flagelo deve ser morto, extinto e esquecido. Para que isso aconteça, um dos três (Alice, Tom e Sr. Gregory) talvez precise perder a vida.          
           Alice Deane mais uma vez nos divide entre amá-la e odiá-la: ela é essencial para que Tom consiga resgatar o caça-feitiço das garras do Inquisidor, mas ao mesmo tempo faz algo terrível e impensável. Ela torna-se um perigo para si mesma, para as pessoas ao seu redor e para o Condado no geral. Eu simplesmente queria esmurrá-la, mas simultaneamente pensava que sem ela o Sr. Gregory teria morrido. É como o próprio Tom (acredito que tenha sido ele) diz: Alice faz as coisas erradas pelos motivos certos.
           Quando pensa que não irá conseguir resgatar o mestre, Tom quase desmorona e decide visitar a família em busca dos conselhos de sua mãe. Chegando lá, descobre que o pai está muito doente e sobe para conversar com ele. Essa conversa torna-se essencial, a meu ver, porque é nela que o garoto fica sabendo do passado da mãe. Foi nesse livro que ela tornou-se minha personagem favorita, aliás.



           Minha opinião sobre A Maldição é: Eu já li os seis livros e na minha opinião o segundo é o melhor. A série em si não tem trama ou subtramas complicadas, mas segue um raciocínio lógico que o prende aos livros. Você não precisa quebrar a cabeça para entender o que está acontecendo (como em As Crônicas de Gelo e Fogo), a narração é em primeira pessoa e o mantém atento à leitura. Você consegue odiar e amar um único personagem (oie, Alice!) e acompanhar a evolução deles é bem legal. Tom, por exemplo, amadureceu bastante e podemos ver que a relação dele com o Sr. Gregory é uma via de mão dupla, porque o mestre não só ensina, mas também aprende.
           As Aventuras do Caça-Feitiço tornou-se uma de minhas sagas favoritas que estou amando reler e vou amar continuar acompanhando. Eu indicaria inclusive para crianças: não há nada que elas não possam ler, não ficarão confusas e os livros são relativamente pequenos e curtos. Delaney está aqui para provar que você não precisa criar um mundo muito complexo para ser genial. Você pode ser brilhante com uma trama mais simples.

           Opinião da leitora parceira Alexia Bittencourt:  Li esses tempos atrás, porque estava procurando uma leitura mais leve.. E é isso que ele é, uma leitura leve, nada de super tramas e intrigas políticas, mas não é tão infantil quanto eu julguei inicialmente que seria. Uma aventura envolvente com personagens bem construídos, indico pra qualquer um, dos 10 aos 90 anos.



           Opinião do leitor parceiro João Pedro Bispo:  Eu já li e tenho até o oitavo, não conhecia o Delaney antes de iniciar essa série, é surpreendente como mesmo depois de oito volumes ainda estou preso e ansioso pelo nono. Esse segundo livro foi top demais, novos personagens, um pouco de evolução dos protagonistas Alice e Tom, o Sr. Gregory continua o foda de sempre, um novo antagonista, o clima de suspense e tensão nessa sequência está mais intenso do que no primeiro. Muito bom! Recomendo!



— O irmão Peter, personagem pelo qual você tem grandes chances de se apaixonar, morre esmagado pelo Flagelo ): E isso significa que ele foi "prensado", completamente achatado, restando apenas sua cabeça e os olhos saltados enquanto todo o resto ficou grudado à parede;
— O pai de Tom revela a verdade sobre sua mãe: ela é uma feiticeira lâmia, o tipo que Tom aprendeu ser o mais perigoso — no entanto ela ainda é sua mãe e ele não a teme ou deixa de amá-la;
A Maldição do título pode referir-se à do Flagelo, que se voltasse uma segunda vez para as catacumbas ficaria preso para sempre, mas provável que seja a maldição do Sr. Gregory: Você morrerá em um lugar escuro, muito abaixo da superfície, sem nenhum amigo ao seu lado!"
— Tom acaba morrendo ao derrotar o Flagelo de uma vez por todas, mas por algum motivo inexplicável Alice o traz de volta à vida ao cravar as unhas em sua pele.



Avaliação final:


           Pontos negativos da edição econômica: as folhas são muito transparentes e o material é mais frágil, de modo que a lombada se deteriora rapidamente se você não for extrema e minuciosamente cuidadoso. O livro 1, por exemplo, comprei em 2011, enquanto o 2 foi comprado no final de 2013/início de 2014. Clique na imagem ao lado e compare a lombada dos dois!



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