Você no MeL 01: [Resenha] Oldar - Da Guerra da Traição

Postado por - quarta-feira, julho 15, 2015


     Celly aqui, gente. Abri uma nova coluna: Você no MeL. Uma vez no mês irei postar algo que vocês me enviarem, selecionando apenas um post. Enviem para melivrando@live.com ou marcellynasc@live.com até o dia 05 de agosto para participar no próximo mês. Com vocês, Alexia Bittencourt e sua resenha (muito sincera) de um nacional.

OldarOldar - Da Guerra da Traição, de Rondinelli Fortalesa Borges, é o primeiro livro de As Crônicas de Oldar, e foi publicado em 2008 pela Editora Scortecci, contando com 196 páginas. Compare os preços aqui; saiba mais aqui. Encontre-o: Skoob.


           Primeiramente, gostaria de dizer que relutei muito em escrever essa resenha. Sei como os autores brasileiros são pouco valorizados e sei o quanto é caro publicar um livro, mas eu comprei o livro por causa das avaliações e dos elogios presentes nas resenhas, se esse fosse meu primeiro livro nacional eu provavelmente não daria uma chance a outros, além disso, quem publicou um livro mal feito foi o autor, não acho justo os leitores arcarem com o prejuízo dele. Possuo a 1° edição, publicada pela Scortecci em 2008.
           O livro começa com a história da criação de Oldar (que nada mais é que o começo da história de Gênesis com nomes diferentes). Ádalo criou o universo, os planetas e os Enzoleios. Em um dos planetas, que posteriormente seria chamado de Oldar, Ádalo criou plantas, animais e os Erchominos para liderar o planeta.
           Dalém, um enzoleio que havia sido expulso do Paraíso, manipulou os Erchominos para desconfiarem de Ádalo; estes, como punição, perderam muitos de seus benefícios, foram expulsos do reino de Ádalo e posteriormente se dividiram em 7 povos.          
           Dentre os 7 povos de Oldar, o livro conta principalmente a história dos Dans, povo que vivia na região chamada Edammael. Os Dans eram governados por dois reis sábios, justos e também irmãos, Gordom e Dormom.
           Gordom era casado com Ânea e Dormom com Têndena. As duas rainhas ficaram grávidas praticamente juntas e Ânea, manipulada por Dalém, desejando que seu filho fosse o único herdeiro do trono, envenenou Têndena e forjou provas de que Gormom, seu marido, foi a causa do suposto suicídio. Assim os dois irmãos se separaram e com eles o seu reino. A busca de vingança por parte de Dormom e as manipulações de Dalém foram os responsáveis por todas as guerras e problemas que afligiriam os dans.

           Narração: Horrível. O autor começa o livro com uma linguagem mais rebuscada (como a da Bíblia), depois passa a utilizar uma linguagem mais simples, até com algumas gírias, e em diversos momentos tem "lapsos" em que volta a narrar com a linguagem mais rebuscada. A narração também é excessivamente repetitiva, cheia de explicações desnecessárias e boa parte do livro é só "encheção de linguiça". Um exemplo disso: o autor passa 12 páginas descrevendo um almoço, desde a escolha de um "trondo" para assar, o preparo da carne, até a refeição em si, e não acontece nada de importante nesse almoço. Quando o almoço finalmente acaba, ele gasta mais meia página com despedidas e completa explicando que quando se vai embora de uma festa é comum se despedir dos anfitriões e dos mais íntimos, mas quando restam poucas pessoas é educado se despedir de todos.
           Personagens: O autor cria a genealogia inteira dos personagens, a maioria deles não faz nada no livro além de ser pai, filho, sobrinho ou tataravô (...) de alguém e os nomes são todos parecidos (Dormom, Gormom, Kormom, Lormom), isso faz com que nenhum personagem possa ser abordado devidamente, tornando-os "rasos", além de causar uma confusão gigantesca nos leitores e no próprio autor, que confundiu seus personagens diversas vezes.
           Revisão: Simplesmente não existe! A maior parte das páginas tem mais de 10 erros, cheguei a contar quase 50 em uma. Esses erros incluem: falta ou excesso de vírgulas, pontos separando orações, inexistência de ponto de interrogação, falta de acentos, passado virando presente e futuro, singular se transformando em plural e vice-versa. O pior de tudo é que 80% dos erros poderia ter sido corrigido caso o autor tivesse se dado ao trabalho de ler o que escreveu antes de publicar. 
           Capa e Diagramação: A capa (pelo menos da edição que eu tenho) é estranha na melhor das hipóteses... É uma capa que jamais me atrairia. As folhas são brancas e o livro já veio com várias ondulações (provavelmente resultantes da colagem mal feita - agora que descolou, elas sumiram). Quanto às letras, delas não tem do que reclamar: são grandes, em uma fonte confortável e com bom espaçamento. Uma página veio rasgada.

           Gostaria de terminar me oferecendo para ler a próxima edição e fazer uma nova avaliação, desde que os erros sejam corrigidos, acho injusto manter uma avaliação ruim.


Avaliação final: 1/5



Por Alexia Bittencourt.

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