Resenha || Vampiratas - Demônios do Oceano, Justin Somper

Postado por - quinta-feira, fevereiro 04, 2016



  Título da Série: Vampiratas
  Título do Livro: Demônios do Oceano (1º livro)
  Autor: Justin Somper
  Editora/Tradução: Galera Record/Alves Calado
  Páginas: 303
  Ano de Publicação: 2007
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Sinopse Connor e Grace Tormenta são gêmeos, e ficam órfãos depois da morte repentina do pai viúvo. Assustados, decidem fugir e enfrentar o oceano, mas uma terrível tempestade os separa. Dois misteriosos navios rumam para o resgate - cada um encontra um dos gêmeos antes de desaparecer nas brumas. Connor está em um navio pirata e rapidamente se junta à tripulação, mas Grace vai parar em um navio que só desperta quando escurece. Trancada em uma cabine na qual velas se acendem sozinhas e refeições se materializam do nada, ela não demora a perceber que está no navio dos Vampiratas. Determinados a se encontrar novamente, os gêmeos embarcam na maior aventura de suas vidas...

    

Grace and Connor by Irulana
Connor e Grace Tormenta por Irulana.
Connor e Grace Tormenta são gêmeos. O ano é 2505 e eles moram na Baía Quarto Crescente, que se localiza no litoral leste da Austrália. São irmãos unidos pelo sangue e pelo amor, mas que logo se veem separados por uma das tragédias que a vida de vez em quando gosta de jogar na nossa cara.
Eles são filhos de Dexter Tormenta, o bondoso faroleiro amado pela cidade. Gostam de tempestades e de se agasalhar perto do pai para ouvir histórias aterrorizantes sobre os Vampiratas. Ou pelo menos gostavam, já que não podem mais fazê-lo. Logo no primeiro capítulo Dexter Tormenta se vai, deixando um buraco nos corações dos gêmeos e uma escolha a ser feita: agora que estão sozinhos no mundo e não podem sequer ficar com o farol, para onde ir – para os braços de Loretta e Lachlan Busby, gerente do banco da cidade, ou para as garras de Polly Pagett, matrona do Orfanato Baía Quarto Crescente? Com os Busby eles teriam de tudo o que quisessem e um pouco mais, vivendo uma vida mundana e cheia de bens materiais. Com Polly... Bem, não teriam muita coisa. E mesmo que a primeira oferta se mostre tentadora, eles escolhem uma terceira que não estava planejada: caem no abraço apertado do mar, que é o mais próximo que eles possuem de um lar.

Mas nem tudo são flores. Eles se aventuram roubando o barco de seu pai, Dama da Lousiana, que havia se tornado propriedade do banco. Mas os dois ainda são jovens: têm apenas 14 anos. Apesar de conhecerem os termos da vida marinha e saberem uma ou outra coisa na prática de conduzir o barco, nada disso é páreo diante da tempestade que não tarda a arrancá-los da segurança da embarcação em direção ao fundo do mar. É aí que a história de fato começa.
Grace Tormenta é resgatada por um navio com costumes estranhos e acorda diante dos olhos de Lorcan Furey, um misterioso aspirante que não permite que saia da cabine para sua própria segurança. Claro que ela estranha a recomendação, e sendo quem é não tarda a investigar o que naquele navio lhe poderia ser tão perigoso. O que não é exatamente uma boa ideia. Apesar de demorar um pouquinho para descobrir, ela finalmente compreende que os Vampiratas são muito mais que uma lenda.

Vampirates por sonofamortician

Enquanto isso outra embarcação resgata Connor. O garoto se recompõe após o choque da separação da irmã e tudo o que ele mais quer é encontrá-la... O que não o impede de fazer amizades, trabalhar duro e descobrir sobre a Academia de Piratas, que se eu não me engano aparece bastante no segundo volume da série. Enfim, ainda que a tripulação do Diablo (navio do Capitão Molucco Wrathe) desacredite o garoto dizendo que sua irmã só pode ter sucumbido diante das águas revoltas, ele tem certeza de que ela está viva e foi resgatada por outra embarcação.


Houve um navio. Outro navio, antes da senhora me resgatar. Saiu navegando da névoa. Um velho galeão. Muito antigo... (...) O navio girou. Mudou de direção no meio do oceano. Como se tivesse parado por algum motivo. Achei que fossem me resgatar. Gritei. Mas ninguém me ouviu. Ninguém me viu. (...) A névoa começou a subir. Vi a figura de proa do navio, uma linda mulher. Era quase como se ela estivesse me olhando. E então o navio enfunou as velas. Eram velas incríveis... Mais parecidas com asas.

Gente, eu tenho uma relação muito especial com esse livro. Conheço-o desde 2010 e já o reli umas três vezes. Os anos passam, mas o encanto não diminui. Imagino que se eu o descobrisse agora, com o título que tem, definitivamente não leria por achar um tanto ridículo e infantil. Mas foi esse exemplar que aparece nas fotos que me fez apaixonar por piratas e, mais ainda, por lutas com espadas e a arte da esgrima. Se hoje leio tantos livros de fantasia medieval com cavaleiros duelando e algumas criaturas mágicas no meio da história, é por conta dessa obra. Justin Somper tem uma narração muito boa, como se o tempo todo estivesse narrando alguma lenda ao redor da fogueira numa noite fria e escura. Refletindo agora, neste exato momento, penso que o livro me lembra bastante o clima de The Rhime of the Ancient Mariner, minha música favorita do Iron Maiden.

A construção dos personagens não é tão profunda, ao menos não no primeiro livro. Como tem poucas páginas, acredito que não seria possível fazê-lo. Essa série é aquele tipo em que vemos os personagens crescendo ao longo de livros, e não em um só volume. Como a narrativa de Justin Somper me fisgou, isso é maravilhoso porque me manteve atrás das continuações. O gancho que Demônios do Oceano deixa para a sequência é tão instigante que você não irá aguentar esperar muito tempo para ler Marés de Terror.


Captain of Vampirates, por Yuushin7



    









     

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