Resenha || Jurassic Park de Michael Crichton

Postado por - quarta-feira, dezembro 28, 2016


  Título da Série: Jurassic Park
  Título do Livro: Jurassic Park
  Autor: Michael Crichton
  Editora/Tradução: Aleph/Marcia Men
  Páginas: 528
  Ano de Publicação: 2015
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  Outra resenha: confira aqui a opinião do Rafa Moraes.

Sinopse Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos.


O ano de 1993 ficou marcado na história do cinema com o lançamento de Jurassic Park. Com incríveis efeitos especiais, uma arrecadação bilionária e a magia de Spielberg, o filme se concretizou como um dos melhores blockbusters de todos os tempos.
O que nem todo mundo sabia na época é que o filme foi baseado em um livro. Também chamado de Jurassic Park, escrito por Michael Crichton e lançado em 1990.


Por muito tempo fiquei receoso de embarcar nessa leitura. Jurassic Park foi um filme que marcou minha infância, algo que eu sempre olhei com o maior carinho do mundo. Ficava pensando: “Será que o livro chega ao patamar do filme?” ou “Será que o livro estragará a minha imagem sobre o filme?”. Recentemente tive que fazer um trabalho para o meu mestrado sobre ficção científica e fiquei empolgado para embarcar no gênero. Resultado, comecei logo com Jurassic Park.
A história de ambos (filme e livro) é praticamente a mesma. Hammond, um cara rico e excêntrico consegue dar vida aos animais extintos e cria um parque em uma ilha. Depois de um acidente envolvendo um dinossauro, Alan Grant (paleontólogo), Ellie Satter (paleobotânica) e Ian Malcolm (matemático), são contratados para averiguar a segurança do parque. Ao mesmo tempo, as crianças Tim e Lex, netos de Hammond, chegam a ilha para visitar o avô. Algo dá errado e os dinossauros ficam soltos no parque.
A principal diferença entre as duas mídias é que o filme traz um ponto de vista das crianças, criando uma narrativa aventuresca e até certo ponto desejamos ir ao parque. Já o livro traz o ponto de vista dos adultos. O parque é um local condenado a dar errado antes mesmo do evento que libera os dinossauros.
Normalmente, a ficção cientifica anda de mãos dadas com outro gênero. Jurassic Park é um dos melhores livros de terror que li recentemente. As cenas com o tiranossauro e o velociraptors dão muita agonia. Não é o tipo de terror que te deixa sem dormir, mas é o tipo que não te deixa desgrudar os olhos das páginas, você quer ler para descobrir se o personagem se salvou e também para acabar logo a cena e você poder respirar.


O protagonismo não fica com os personagens, não existe a história clássica do amadurecimento e aprendizado de cada um. Não tem jornada do herói e não tem superação de conflitos internos. Os personagens precisam sobreviver. O grande protagonista é o cenário, ou seja, a Isla Nublar, local escolhido para se transformar no parque.
O livro expõe muito bem as teorias científicas por traz da ideia de usar DNA preservado em âmbar para dar vida aos dinossauros. Além de trazer questionamentos éticos sobre o uso da ciência e sobre a relação entre o homem e a natureza.
Tanto o livro quanto o filme são excelentes experiências para explorarmos o parque dos dinossauros. Principalmente porque cada um proporciona sensações diferentes, um complementa outro.
Ao mergulhar no livro, o leitor irá se deparar com uma ambientação sombria, recheada de terror e ciência.


 Este post foi escrito por Alex Almeida da Silva.


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