Maratona Shield Wall – Explorando o universo de Abominação

Postado por - quinta-feira, abril 27, 2017


E aí, tudo bem? Como falei nas últimas postagens, no sábado agora, dia 29 de abril, acontecerá a #MaratonaShieldWall em homenagem a um dos mais recentes lançamentos de dark fantasy da DarkSide Books. Sim, estou falando de Abominação! Se você já escolheu sua leitura ou série pelo último post, e não vai ler a obra de Gary Whitta porque ainda não adquiriu um exemplar, fique por aqui até o final – e vamos explorar juntos um pouquinho mais desse universo, só pra você ter certeza de que quer concorrer a um Abominação no final da Maratona.
Para participar, basta entrar no grupo do blog e ficar atento, pois às 00h de sábado já estarei por lá para inaugurar a #MaratonaShieldWall e conto com sua ilustre presença. Além de sortearmos um exemplar de Abominação, também haverá sorteio de O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell, e do livro de RPG de A Guerra dos Tronos.



Gary Whitta: mil e uma utilidades
Whitta não se contentou em ser apenas um roteirista, designer de jogos e jornalista, isso era pouco para ele. Decidiu que também lançaria um livro. Então, basicamente, além de ser parcialmente responsável pela existência de filmes como O Livro de Eli, After Earth e Star Wars: Rogue One, bem como pela série animada Star Wars Rebels, e pelos jogos de The Walking Dead – The Game e 400 Days, ele também publicou em 2015 Abominação, que foi trazido recentemente ao Brasil pela editora brasileira DarkSide Books. Toda as suas experiências citadas anteriormente influenciaram muito na escrita do livro, de modo que temos uma narrativa que equilibra a dose certa de tensão e detalhes, sem pecar no exagero de drama ou descrições desnecessárias. Além disso, tem uma pegada gore bem interessante, cujas cenas foram escritas de modo a fazer com que você imagine exatamente o que está se passando. Se você normalmente tem nojo de cenas gore, talvez em alguns momentos seu estômago revire, mas duvido que conseguirá parar de ler.

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Esse sorrisinho de bom moço até faz parecer que Whitta tem coração!

Sobre o enredo
A história se passa em Wessex, o único reino da Inglaterra que resistiu e permaneceu de pé perante as invasões vikings do século IX. Alfredo, o Grande, atual soberano, firmou uma aliança com o líder dos daneses para garantir a paz para ambos os lados por alguns anos. Um pedaço de terra foi cedido aos invasores, que ali se estabeleceram e se acomodaram. A calmaria, porém, parece estar se encaminhando ao seu fim, pois há rumores de que o líder dos vikings adoeceu e está à beira da morte. Temeroso de que a nova liderança dos daneses se recuse a permanecer nas terras que lhes foram dadas e avance para Wessex, retomando a carnificina típica do povo, Alfredo está disposto a aceitar qualquer luz que possa iluminar a sua causa.
É aí que surge Aelthered, arcebispo da Cantuária, que encontrou pergaminhos antigos cuja tradução indica a existência de feitiços que podem transformar a sorte dos ingleses. Alfredo autoriza que o arcebispo realize suas experiências e teste o que traduziu, apesar de ficar horrorizado com o resultado – pois Aelthered está transmutando animais em bestas horrendas e irracionais, tão tenebrosas que provocam pesadelos em quem quer que as veja. Quando o arcebispo inicia seus testes em humanos, Alfredo ordena que os pergaminhos sejam destruídos e que cessem os experimentos, além de mandar prender Aelthered. Porém, detentor de todo um novo conhecimento obscuro, o homem torna-se feiticeiro e escapa de sua prisão. É a partir daí que o enredo cria forma.



Sobre os personagens
Wulfric é um guerreiro lendário que, ainda jovem, salvou a vida do rei Alfredo numa das batalhas travadas contra os vikings. Depois de lutar tão bravamente pelo seu senhor, Wulfric ganha a sua tão merecida recompensa. Um terreno bom, com uma casa confortável e uma esposa linda, grávida da primeira criança do casal – o que mais poderia querer? Apesar de sua infância tê-lo levado à guerra, e de muitos terem morrido na ponta de sua espada, Wulfric é mais um homem de plantar e semear do que lutar. Porém, ao salvar a vida do rei, tornou-se seu amigo e protegido, além de achar-se em eterno débito por tudo o que ganhou depois. Por isso, quando Alfredo o convoca e o envia numa espécie de Cruzada atrás de Aelthered e de todas as criaturas inomináveis que este cria enquanto avança em direção ao terreno danês, Wulfric se vê obrigado a concordar. Assim, na companhia dos cem melhores guerreiros escolhidos a dedo por ele, o homem parte em sua jornada, quebrando a promessa que fizera à esposa de que estaria lá quando a criança enfim nascesse.
Quando enfim retorna para casa, após ter cumprido sua tarefa, já louco por conhecer seu(a) primeiro(a) herdeiro(a), Wulfric está louco de felicidade e jura que nunca mais irá retornar à vida de guerreiro, muito menos afastar-se da família, de sua fazenda e do vilarejo, cujos moradores tanto o amam. Não obstante, não é esse o futuro que espera por Wulfric, e as coisas mudam abruptamente para todo o sempre.

Karl lindberg abomination 04
Wulfric e Aelthered se enfrentam. Arte de Karl Lindberg.
Quinze anos depois, conhecemos Indra, que é a outra protagonista de Abominação. Ainda jovem, partiu em uma Provação para afirmar-se a si mesma e a todos os outros que disseram que não era capaz, incluindo o pai super-protetor. Ela basicamente é uma espécie de peregrina no reino de Wessex, e só retornará para casa após ver uma abominação. Quando Wulfric perseguiu Aelthered e sua turba de criaturas, muitas se afastaram e se espalharam por toda a Inglaterra, vivendo como espécies de bicho-papão nas aldeias que encontravam pelo caminho. A jornada de Indra é justamente para encontrar e matar abominações – espécie de vingança pessoal, até onde pude entender.


Karl lindberg abomination 01
Indra e uma abominação. Arte de Karl Lindberg.

Além deles dois, outros personagens importantes são o próprio rei Alfredo, o arcebispo Aelthered, e Cuthbert, antigo subordinado de Aelthered, que se mostra de suma importância e peculiar coragem na jornada de Wulfric.

Sobre as criaturas
As criaturas, ou abominações, são criadas a partir da recitação dos feitiços proferidos por Aelthered. Apesar de os pergaminhos terem sido queimados logo no começo do livro, o arcebispo gravou suas palavras, o que lhe deu a capacidade de criar milhares de abominações num curto espaço de tempo. A maioria foi morta pela equipe de Wulfric, mas um grande número fugiu e sobreviveu.
Há duas espécies de abominações: aquelas criadas a partir de animais, que são selvagens e irracionais; e aquelas criadas a partir de homens, que parecem possuir certo grau de inteligência. Ambas têm apenas um objetivo: matar qualquer coisa com vida que veem pela frente. As abominações “humanoides” possuem um nível peculiar de crueldade, e atacam homens, crianças e mulheres, porém de forma comedida, para assim infligir mais sofrimento tanto às vítimas quanto a quem está assistindo.

Frog abomination by FirstKeeper
Noção aproximada de uma abominação transformada a partir de um sapo. Arte de FirstKeeper.

O que estou achando até agora?
Li pouco mais de cem páginas de Abominação, só por curiosidade, e estou gostando bastante. Apesar de ter torcido o nariz diante da infância de Wulfric (detalhe que explicarei melhor na resenha em si), o livro me cativou e trouxe aquele clichê bom de primeiro ambientar e mostrar o que está acontecendo, depois fazer a gente se acostumar com certas coisas e viver a alegria do protagonista, para enfim jogá-lo num poço sem fundo de desgraça, sofrimento e tristeza, o que reflete psicologicamente no leitor. Então você quer continuar a leitura porque precisa ver um final feliz – o que eu duvido que tenha, mas tudo bem. Com certeza vou continuar e espero terminar no máximo até semana que vem.


Enfim, é isso. E aí, você ficou curioso com Abominação? Divide com a gente a sua opinião!


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Editora da Semana Rocco

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